ALUÍZIO ALVES, A CASSAÇÃO

Ditadura persegue líderes.

No dia 7 de fevereiro de 1969, O General Costa e Silva, o segundo do regime de exceção, cassava e suspendia os direitos políticos do deputado federal e ex-governador Aluízio Alves e do seu leal correligionário, Erivan França, também parlamentar federal.

Maior líder do Estado, Aluízio era uma ameaça aos seus algozes. Sua volta ao Governo do Estado em 1970 era considerada certa, mas impediram eleições para governador cinco anos antes. Em 1966, seria senador sem fazer campanha, mas também foi proibido e elegeu Duarte Filho, obtendo, ele próprio, estrondosa votação para deputado federal.

Em maio de 1969, foi a vez do prefeito de Natal, jornalista Agnelo Alves, irmão de Aluízio e pai do atual prefeito da capital, Carlos Eduardo, ter seu mandato ganho no voto, tomado à força da pressão. Para não deixar pedra sobre pedra, cassaram também Garibaldi Alves, irmão de Aluízio e Agnelo, pai do senador Garibaldi Filho.

Em tempos de democracia, Aluízio foi duas vezes ministro( Administração e Integração Nacional ) e eleito deputado federal em 1990. Sua liderança no silêncio foi exercida pelo filho, Henrique Eduardo. Seu mandato cassado em 1969, foi devolvido simbolicamente em 2012.

Agnelo Alves exerceu o Senado durante licença do titular Fernando Bezerra para assumir ministério nos anos 1990/00 e foi prefeito por duas vezes de Parnamirim realizando administração consagradora. Garibaldi Alves foi eleito vice-governador em 1986, na chapa encabeçada pelo governador Geraldo Melo.

Na política, a roda gira.

Pode até demorar, mas os ponteiros nunca ficam no mesmo lugar.

Voltar para a capa

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *