JÚLIA ARRUDA, VOO PARA BRASÍLIA

Ela nunca foi apenas um lindo rosto.
Desde a suada primeira eleição para vereadora em 2008, Júlia Arruda vem ampliando espaços com uma postura de maturidade e foco social.

Se for candidata a deputada federal pelo PDT, reforça a campanha do ex-prefeito Carlos Eduardo a governador e tem chances de levar a Brasília uma presença feminina e decidida, livre do perfil insuportável das feministas profissionais e embrutecidas.

COM TIMES DO RN CHUPANDO O DEDO, NORDESTINOS LARGAM BEM NA SÉRIE B

Sem nenhum representante do Rio Grande do Norte, a Série B do Campeonato Brasileiro cumpriu sua primeira rodada.

O Sampaio Corrêa, do técnico Diá, saiu-se bem.

Aos potiguares resta economizar o pacote do Première da Globosat.

Ou aderir ao sadomasoquismo de não ver ABC ou América na disputa, um na Série C, outro
na D.

Lembrar a Série B é mostrar que nem todos suportam a Ilha da Fantasia de um futebol potiguar que já foi brilhante.

Eis os resultados da B:

Fortaleza 2 x 1 Guarani
Oeste 2 x 0 CRB
Atlético(GO) 3 x 2 Criciúma
Figueirense 2 x 1 Juventude
Londrina 1 x 0 Boa
Villa Nova 1 x 0 Avaí
CSA(que reconstrução!) 2 x 1 Goiás
Brasil de Pelotas(RS) 1 x 1 São Bento de Sorocaba
Sampaio Corrêa 2 x 0 Coritiba
Ponte Preta 0 x 1 Paysandu

COMISSÃO APROVA SAQUE INTEGRAL DE FGTS POR TRABALHADOR DEMITIDO

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado  aprovou nesta quarta-feira (11) o projeto de Rose de Freitas (PMDB-ES) que permite o saque integral da conta vinculada ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), em caso de pedido de demissão do trabalhador (PLS 392/2016).

A proposta foi terminativa, então poderá seguir diretamente à análise da Câmara dos Deputados, caso não haja recurso para uma nova votação no Plenário do Senado.

O relator foi Paulo Paim (PT-RS), que lembrou que o texto atual da CLT (fruto da reforma trabalhista — lei 13.467) já prevê o resgate de 80% do FGTS em casos de demissão por acordo entre patrão e empregado. Sendo assim, o projeto de Rose, no entender de Paim, é um passo a mais rumo à “correção de uma distorção histórica” na legislação que trata do FGTS, que buscava restringir o acesso a estes recursos que pertencem originariamente ao próprio trabalhador.

ARTIGO VALÉRIO MESQUITA: RUA DOS SINISTROS

A RUA DOS SINISTROS E A INTENTONA
Valério Mesquita
mesquita.valerio@gmail.com

Tudo começou, contou-me José Inácio Neto, macaibense da gema, já falecido, com a ida a Recife dos comerciantes Neco Alves e Joca Leiros, em 1947. Lá se entrevistaram com uma vidente, de nome Baiana, que previu inúmeras tragédias para a estreita e pequena rua do Cajueiro, na cidade de Macaíba. Registre-se que a médium não conhecia a cidade. A primeira sucedeu com o fabricante de fogos de artifício Seu Galdino, em 18 de junho de 1921, e avô paterno de minha mãe Nair de Andrade Mesquita. Consta que a sua fabriqueta explodiu com tanta intensidade que o projetou na rua. Veio a falecer dois dias depois, após receber a extrema unção do sacerdote com a confissão curiosa: “Padre, fiz tudo, só não fiz roubar”. Na mesma rua do Cajueiro, que hoje se denomina Baltazar Marinho, outra desgraça aconteceu quando Pedro Cancão matou a mulher com várias cutiladas de faca peixeira. Esse crime também abalou a cidade.
Pouco tempo depois, uma cunhada de João do Mercado suicidou-se ateando fogo às vestes. João era conhecido comerciante que negociava no primeiro mercado público da cidade, construído em 1920. O quarto episódio fatal da rua ocorreu com a sobrinha de Severino Aleixo, de nome Helena, que igualmente morreu queimada, atingindo também o primo Milton Pereira dos Santos, que ficou bastante ferido. O quinto funesto acontecimento sucedeu com um garoto de 13 anos chamado Gonçalo, filho de D. Adélia, pessoa bastante estimada em Macaíba. A causa da morte foi suicídio e o comentário de José Inácio de Souza Neto, Zezinho, nosso historiador local, é de que o menino sofria das faculdades mentais.
Mais um desastre, e o sexto, para confirmar o vaticínio da pitonisa pernambucana, atingiu a mulher de vida livre, mas difícil, apelidada de Milu. Potentes razões passionais fizeram a inditosa amante da vida suicidar-se com álcool e fósforo. Evidentemente outros registros de mortes violentas devem ter ocorrido depois, na rua do Cajueiro, que desemboca nas Cinco Bocas, ponto nervoso da cidade onde se localiza a central de boatos políticos e da vida alheia. Mas, naqueles idos de quarenta e cinquenta nem só de “sinistroses” viveu a ruazinha. Ela teve seus momentos alegres na época junina com lapinhas, pastoris, fandangos capitaneados por Chico Benedito, dono de um carrossel, além de Luís Cocó, emérito chamador de pedras de jogos de víspora, que gostava de gargalhar a cada número anunciado. Haja fôlego!
Na rua Dr. Francisco da Cruz, a Macaíba dos velhos tempos se enfeitava, no carnaval das Cinco Bocas, até a casa de Alfredo Mesquita, entapetada de serpentina, obra de José Inácio e Oto Feitosa. O lírico e o romântico davam o toque provinciano à cidade. Os antigos namorados viviam os alumbramentos do namoro e das paixões adormecidas. Narra Zezinho que nunca esqueceu a imagem do tabelião Cornélio Leite adornando a sua paquera Adelina com serpentinas e confetes. Um universo perdido, mas de comovente ressurreição.
Transcorria o mês de maio na pacata e provinciana Macaíba de 1935, contou-me o saudoso memorialista José Inácio Neto (Zezinho). Ele foi testemunha ocular daqueles dias onde na rua João Pessoa, no centro, instalava-se a Alfaiataria Estética, do alfaiate e pastor evangélico Pedro Dantas, que tinha dois filhos: Silas e Esdras. Administrava o município pela primeira vez, o prefeito Alfredo Mesquita Filho. Aqui e acolá os convescotes da cidade se sucediam. No Café Gato Preto, o vento leste do rio Jundiaí trazia rumores de tiroteios em Natal. Paulo Teixeira, eterno apaixonado de D. Belinha, Santos Lima e outros atribuíam os disparos aos folguedos da celebração da festa de Santa Luzia, logo contestado por católicos de plantão com relação à data festiva da santa.
Escoadas as inquietantes 48 horas do movimento, na terça-feira, Macaíba voltou paulatinamente à normalidade. Os moradores retornaram do “exílio” dos sítios e lugarejos. Apenas, alguns comentários perduraram nas rodas da cidade. Primeiro, o célebre buraco de Tutu foi fechado por Paulo Bulhões, de ordem do prefeito, que lamentou, depois, o fato de nenhum comunista nele não haver desabado; na cadeia pública, onde os movimentos de 35 instalaram o seu “quartel general”, foi achado dinheiro escondido até nas privadas. O próprio Zezinho, movido pela curiosidade, fez uma fezinha e prospecção nas escavações das trincheiras comunistas; e, por fim, o prefeito que não foi, o alfaiate Pedro Dantas passou a ser conhecido mais como comunista do que alfaiate e evangélico. Sem falar no hilário caso de sua cunhada que namorava José Chinês, tipo popular e irmão do soldado Joaquim de Juvêncio, que se despiu na rua debatendo-se com uma pulga comunista e radical que lhe penetrou no saco escrotal, picando-o por várias horas. Segundo Zezinho, esse foi o saldo da intentona em Macaíba.
(*) Escritor

MDB MULHER LANÇA PROJETO

O MDB Mulher lança, nesta sexta-feira (6), em Natal, a edição potiguar do projeto “Mulheres Transformadoras”, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN), a partir das 8h30. O encontro terá como tema “Por Mais Mulheres na Política” e tem como principal objetivo convocar a discussão sobre a importância da participação das mulheres no processo democrático, seja como candidatas ou eleitoras.

O evento contará com a presença da presidente nacional do MDB Mulher e Secretária Nacional de Políticas para as Mulheres, Fátima Pelaes, do presidente do diretório estadual do MDB, o senador Garibaldi Alves Filho, e do vice-presidente, o deputado federal Walter Alves.

A iniciativa faz parte de um projeto nacional que busca potencializar o papel da mulher na sociedade, em reconhecimento as atuações e o emponderamento feminino. A Secretaria Nacional de Políticas paras as Mulheres enviará ao RN uma equipe multidisciplinar que permanecerá no estado até o domingo (8). A organização informa que é aberto a sociedade, em especial, às mulheres potiguares.

A presidente local do MDB Mulher, Kátia Nunes, informou que a luta das mulheres está presente em todos os seguimentos da sociedade, inclusive no Congresso Nacional, por meio da bancada feminina e em decisões favoráveis recentes da Justiça.

“Mesmo representando 52% do eleitorado, as mulheres são descartadas da política brasileira e não têm voz nas definições da política, economia e sociedade como um todo. O Brasil é o pior país da América Latina em representação feminina na política, com mulheres em apenas 10% dos cargos eleitos nos legislativos e prefeituras do país. Para combater o problema, o Mulheres Transformadoras é um programa nacional que as convoca para o engajamento político”, explicou Kátia.

Durante a solenidade, mulheres potiguares serão homenageadas por sua atução na sociedade, entre elas, a primeira delegada do RN, Margareth Gondin, a secretária municipal da Mulher, Andrea Ramalho, a secretária estadual de Segurança Pública e Defesa Social, Sheyla Freitas, entre outras.

Mais informações:

O site do programa e os canais no Facebook, Youtube e Twitter, divulgam a plataforma que encoraja a participação política nos níveis municipal, estadual e federal, com ações estratégicas focadas na defesa dos Direitos das Mulheres; no enfrentamento aos fatores que geram violência contra a mulher; na defesa da saúde integral da mulher; na inserção digna da mulher no mercado de trabalho; na ampliação da participação e da representação da mulher na política; e na igualdade de gênero no exercício da política como pilar fundamental para uma democracia plena.

Site www.mulherestransformadoras.com.br

Facebook https://www.facebook.com/mulherestransformadoras

YouTube https://www.youtube.com/mulherestransformadoras

CONGRESSO DERRUBA VETO A REFIS DE MICROS E PEQUENAS EMPRESAS

O Congresso derrubou nesta terça-feira (3) o veto ao projeto que instituía o Refis para micros e pequenas empresas. O programa de refinanciamento, permitido às empresas que optaram pelo Simples, regime simplificado de tributação, havia sido aprovado pelo Senado no final de 2017. A derrubada do veto (VET 5/2018) era uma reivindicação de parlamentares e entidades ligadas ao empreendedorismo.

No início dos trabalhos, o presidente, senador Eunício Oliveira, avisou aos parlamentares que a sessão duraria até que os vetos fossem votados. Ele lembrou que o destaque para o veto do Refis foi uma decisão da presidência e pediu empenho dos deputados e senadores para rejeitar o texto.

— Entendo eu que nós fizemos aqui vários e vários Refis. Eu, por convicção, tenho até um posicionamento contrário ao Refis, mas, quando chegou a vez dos miúdos, a área econômica pediu o veto — lembrou.

ARTIGO VALÉRIO MESQUITA: PADRE JOÃO, MEU IRMÃO


Valério Mesquita*
Mesquita.valerio@gmail.com

O padre João Medeiros é um simples, não gosta de reuniões onde desfilam egos inflados. Suas crenças básicas estão fincadas na desafetação da vida como perpétuo e inalienável direito de existir, misturado ao povo miúdo, imagem e semelhança do Cristo, seu irmão. Nunca exercitou artificial adesão ao modismo litúrgico, plástico, aeróbico, difuso e mítico. No altar do Senhor ele é o donatário da capitania de Jesus ou capataz dos mistérios circundantes da fé. A sua homilia contêm a alma e o sumo das descobertas, interpretando em Mateus, Lucas, Marcos, João e Paulo, tudo que o Espírito Santo falou. O padre apenas persegue pontualmente os significados, a humana palavra necessária que todos queremos ouvir. No altar, nos repassa a unção e a certeza de que Deus existe.
A sua vasta experiência em vida acadêmica, direção e assessoramento superior em inúmeras instituições de ensino público e privado, oferecem-nos uma exata dimensão de sua experiência administrativa e cultural em cargos que ocupou no Ministério da Educação no Rio de Janeiro como assessor de departamento; assessor especial da presidência do Conselho Federal de Cultura e secretário executivo; coordenador de planejamento do Ministério da Educação Delegacia do Rio de Janeiro; assessor do gabinete do ministro da Educação; delegado do MEC; procurador para assuntos culturais da Fundação José Augusto junto aos órgãos de cultura, sediados no Rio de Janeiro e Brasília.
De 1980 a 1985, com ele convivi, quando exerci a presidência da Fundação José Augusto. No Rio de Janeiro o padre Medeiros abriu-nos portas para infindáveis convênios na Fundação Nacional de Arte, no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, no Instituto do Folclore, na Fundação Roberto Marinho, no Instituto do Livro, entre outras entidades públicas e privadas. Só na restauração de monumentos históricos no Rio Grande do Norte foram doze, sendo oito de parceria com a Fundação Roberto Marinho. E através dele, ainda o dono das Organizações Globo veio a Natal, precisamente a Utinga, povoado de São Gonçalo do Amarante com todo aparato de televisão e jornal.
No céu estrelado de minha amizade pessoal e litúrgica com o padre João Medeiros Filho, ela passeia pela nostalgia que provém das nossas heranças telúricas de um tempo que a memória ainda não desfez. Juntos abominamos a marginalização dos pobres deste mundo que são hoje os mártires de ontem. Unidos, ainda procuramos nas conversas a terra habitada pelo silêncio e pela distancia das coisas, porque o nosso grito é cárcere privado e já não se faz pouco ouvido, nesse mundo de contradições de todo o gênero. Vejo-o e sinto-o ainda, até hoje, moderado e modesto como sempre o conheci. Tão sem vaidades que gosta de ser anônimo, fulano de um mundo diferente, distante, coletivo. Em Emaús, onde Jesus mandou Nivaldo Monte deixá-lo, ele sonha com as madrugadas de silêncio, como se estivesse numa pracinha do interior, povoada de alegrias simples de viver. Se a saúde deixasse gostaria de viajar de ônibus, da linha do Seridó, só para ouvir a última gargalhada do outro papa, Vivaldo, lá no país de Caicó.
O que o padre João Medeiros gosta é de viver ao lado da gente simples, muito humana, que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleito antes da hora, e nem foge de sua mortalidade, tal como pensou e escreveu o grande Mário de Andrade. Ele ama a solidão consentida para ouvir e falar melhor com Jesus. Vez em quando, de Emaús em Parnamirim, vem a Natal para rezar missas gratuitamente, rever amigos e saber notícias de Cláudio, Serejo, Machadinho, Woden, Laércio, Manoel de Brito, de revisitar amigos além da Arquidiocese. Está consciente que completa mais um périplo em torno do tempo, sem nunca haver desamado os frutos de sua vocação. João Medeiros guarda em si a beleza aflita dos despossuídos. Um salmo invisível resplandece sempre em seus gestos e movimentos cadenciados de humildade cristã.
(*) Escritor.

GARIBALDI CANDIDATÍSSIMO AO SENADO: “DESISTÊNCIA É BOATO”

O senador Garibaldi Filho(PMDB) é candidato à reeleição.

O repertório de especulações adversárias, que vai de desistência pura e simples à candidatura a deputado estadual fez Garibaldi rir quando perguntei na inauguração do Memorial do Esporte de Natal, no Palácio dos Esportes, nesta segunda-feira.

“Boato”, ele resumiu, saindo para atender convocações para selfies.

ERICK PEREIRA PREVÊ HC PARA LULA, MAS NÃO CANDIDATURA

Em entrevista ao Jornal O Dia(RJ), o presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB, jurista potiguar Erick Pereira, prevê a concessão de Habeas Corpus ao ex-presidente Lula pelo STF quarta-feira, mas não a liberação de sua recandidatura ao Planalto.

Veja o texto:

Rio – O Supremo Tribunal Federal se tornou, nos últimos anos, uma caixinha de surpresas. No entanto, pelas declarações públicas – até em excesso – dos ministros, as apostas dos especialistas são no sentido de que, na sessão da próxima quarta-feira, a Corte vai mudar o entendimento em relação à prisão após condenação em segunda instância e, com isso, conceder um habeas corpus para o ex-presidente Lula. A decisão vai contrariar a posição do juiz Sérgio Moro e dos procuradores da Lava Jato. Mas, nos meios jurídicos, de modo geral, as opiniões estão divididas. Já quando se olha o quadro político, o posicionamento do Supremo vai marcar o início de uma nova fase da corrida presidencial.

“É difícil arriscar qual dos dois lados vai vencer esse cabo de guerra, mas qualquer que seja a decisão de quarta-feira, o Supremo perderá e vai sofrer ataques. Se mantiver a prisão em segunda instância, a decisão será equivalente a mandar prender o Lula. O Tribunal vai ser acusado de conspiração contra o PT, de proteger os outros e perseguir o Lula. Se não prender, muitos – na verdade, a maioria – vão dizer que a impunidade venceu”, diz o cientista político Sérgio Praça, da Fundação Getulio Vargas.

O que será decidido?

O ex-presidente Lula pede ao Supremo Tribunal Federal para não ser preso até que haja uma posição final da Justiça sobre o seu caso, o chamado “trânsito em julgado”. O argumento da defesa é o “respeito ao direito fundamental à liberdade” de todo cidadão.

Esse direito estaria amparado, na visão dos que se alinham ao time de defensores de Lula, em um trecho do Artigo 5º da Constituição: “Ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”.

Em outubro de 2016, no entanto, o Supremo autorizou a prisão após uma condenação em segunda instância. Na época, o ministro Gilmar Mendes disse que “há diferença entre investigado, denunciado, condenado e condenado em segundo grau”. Com o voto de Gilmar, esse entendimento prevaleceu no plenário por 6 votos contra 5.

No entanto, Mendes mudou de ideia menos de um ano depois e passou a pressionar os outros ministros para que a decisão fosse revista. O habeas corpus de Lula tem, como disse o ministro Fachin em uma decisão que consta do processo, essa questão como “matéria de fundo”.

Assim, uma discussão de doutrina jurídica está enredada com o destino de Lula e com todas as implicações políticas da eventual prisão do candidato que lidera as pesquisas de intenção de voto para presidente a seis meses da eleição.

“A expectativa é que haja a concessão do habeas corpus e que a prisão em segunda instância não tenha efeito imediato”, diz Erick Pereira, presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB. “Pode não ser o que a opinião pública quer, mas é o que a Constituição prevê”.

Caso a expectativa não se realize e o habeas corpus seja negado, a 13ª Vara Federal de Curitiba poderá expedir uma ordem de prisão contra Lula, o que não demorará mais do que poucos dias, já que o titular do juízo é Sérgio Moro.

Opiniões divididas entre juristas

A concessão do habeas corpus a Lula e a prisão após julgamento em segunda instância são temas debatidos nas ruas e entre os profissionais do Direito. E o único consenso é que um pedido de vistas que adie a decisão será a pior das alternativas. “É improvável”, diz Erick Pereira. “O Supremo tem que saber da sua responsabilidade; tem que saber que decidir rápido e da melhor forma é o ideal”, defende o presidente do Conselho Executivo da Associação Juízes para a Democracia (AJD), André Augusto Salvador Bezerra.

Amanhã, deverá ser entregue ao Supremo um abaixo-assinado defendendo a continuidade do entendimento atual que teve a aquisição de pelo menos seis centenas de juízes e promotores de todo o país.

“Nada justifica que o STF revise o que vem decidindo no sentido de que juridicamente adequado à Constituição da República o início do cumprimento da sanção penal a partir da decisão condenatória de segunda instância. A mudança da jurisprudência, nesse caso, implicará a liberação de inúmeros condenados, seja por crimes de corrupção, seja por delitos violentos, tais como estupro, roubo, homicídio etc.”, diz o abaixo assinado.

Já Bezerra defende o entendimento que existia até 2016. “É muito preocupante relativizar direitos fundamentais, eles têm que ser cumpridos na melhor forma possível. Eu espero é que o STF não dê por suficiente uma decisão de segunda instância”.

Ainda que a defesa de Lula consiga evitar uma prisão, isso não significa que o ex-presidente poderá disputar a eleição. “São dois aspectos diferentes, um é com relação a um efeito de natureza penal e o outro é uma discussão sobre direitos políticos. Houve a condenação por uma colegiado de juízes. Então, hoje Lula é inelegível (de acordo com a Lei da Ficha Limpa). Mas ele pode pedir concessão de efeito suspensivo para suspender a inelegibilidade”, diz Erick Pereira, da OAB.

“Tenho certeza que ele já sabe que não será candidato, está só marcando posição, está fazendo o papel dele para tentar a possível prisão dele como um ato politico, e ele não tem nada a perder fazendo aparições públicas”, acredita Sérgio Praça. “A lei é muito clara”.

“Quando for se registrar, Lula tem que apresentar a liminar de efeito suspensivo. A elegibilidade é verificada nesse momento”, lembra Erick Pereira.

No cenário mais provável, Lula cederá o espaço para um outro candidato petista. O prazo para registrar candidaturas termina às 19h do dia 15 de agosto. “Sem Lula, todos os candidatos hoje colocados na disputa ganham, sem exceção. Acho que, especialmente o Ciro Gomes herda os votos do Lula, mas não só ele. O jogo será outro”.

VEM AÍ O MEMORIAL DO ESPORTE DE NATAL

A Prefeitura do Natal inaugura na próxima segunda-feira (2), às 11h, no Palácio dos Esportes, o Memorial do Esporte de Natal. A secretária de Esporte e Lazer, Danielle Mafra, explica que o memorial vai resgatar a história dos atletas locais. “Com o memorial vamos possibilitar que o natalense conheça mais dos nossos atletas que tanto contribuíram para o nosso esporte, inclusive em competições nacionais e internacionais”.

O memorial vai contar com um acervo de mais de 5 mil fotos e recortes de jornais com toda a história vitoriosa do esporte da capital potiguar. “O memorial é um resgate do passado do esporte em Natal e de todo o Rio Grande do Norte”, disse Jamilson Martins, servidor da SEL e idealizador do projeto. O material faz parte da coleção particular do servidor, que fez a doação para o memorial. “Essa é uma contribuição que faço para o esporte da nossa cidade e agradeço em especial a Prefeitura que acreditou nesse sonho que agora é uma realidade”, destacou, Jamilson Martins.

O lançamento contará com a presença do prefeito Carlos Eduardo e de nomes do esporte da cidade. 

Washington x Danilo Menezes em América 2×2 ABC -1974.