NO FÓRUM MUNDIAL DA ÁGUA, GARIBALDI DESTACA LUTA DO SERTANEJO

A luta do sertanejo para conviver com a seca e garantir o suprimento de água necessário para sua sobrevivência foi o foco principal do pronunciamento que o senador Garibaldi Filho fez no 8º Fórum Mundial da Água, que está ocorrendo em Brasília. Ele destacou que, no sertão nordestino, além da complexidade da geopolítica da água, existe a geopolítica da fome.

“Todas as mulheres e homens públicos que se formaram na fantástica escola política que é o sertão nordestino têm de aprender, desde cedo, a lidar com essas e outras instigantes dicotomias”, comentou o senador Garibaldi Filho, autor do maior programa de adutoras do país quando governou o Rio Grande do Norte de 1995 a 2002.

Ele registrou que no Nordeste pode-se encontrar o contraste entre a abundância hídrica, de um lado, e “a carência dolorida e famélica da seca”, do outro.

Por fim, o senador manifestou sua esperança de que a transposição do São Francisco – idealizada há cerca de 200 anos – cumpra sua missão de resolver o problema da seca nos estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte. “Foi só no ano passado, em 2017, que conseguimos, com muito esforço, inaugurar as obras da primeira fase”, lembrou.

ARTIGO VALÉRIO MESQUITA: OPERAÇÃO BANDA LARGA

OPERAÇÃO BANDA LARGA

Valério Mesquita
mesquita.valerio@gmail.com

A frase do ex-deputado federal pernambucano Thales Ramalho de que “maior que a ilusão política só a ilusão do amor” é de uma verdade tão cristalina que me fez refletir mais ainda sobre os primeiros dias do atual processo eleitoral. A deterioração dos costumes políticos, as debandadas, as infidelidades à 25ª hora, a substituição das coligações eleitorais pela proliferação de legendas partidárias, as adesões no varejo e no atacado em tom promocional e de liquidação, a troca de legendas, tudo conduz o eleitor ao descrédito da vida pública, estarrecido com a conduta pérfida dos seus protagonistas. Em nome da mudança, do novo, do diferente, alguns agentes políticos estão destruindo a própria biografia no jogo vantajoso das premissas e das facilidades dos governos que estão por vir. Nunca a flauta mágica do fisiologismo tocou tão alto desbotando clichês, ruborizando os céticos e dissolvendo bancadas tal e qual o efeito Sonrisal. O que está acontecendo hoje com a chamada classe política? Deu a louca no mundo? É tão grande assim o impacto das dívidas e das dúvidas se vai ganhar ou não? Dir-se-á que o Partido dos Trabalhadores quando trocou a ideologia pela convivência dos contrários, os partidos de esquerda e de centro perderam o pudor e se misturaram no mais estranho e promíscuo hibridismo partidário da história política do país.
Por isso, sou o eleitor anônimo perdido na passeata que vai de Igapó ao Conjunto Soledade II. Misturo-me com o povo. Danço a lambada e o frevo que desce e sobe ruas acima. Não carrego a bandeira dos candidatos mas o gosto doce da aventura da noite dos comícios, das mulheres balançando os bustos e os quadris, como nas pesquisas eleitorais que sobem e despencam. No circuito ciclístico da Grande Natal, pedalo bem perto da bicicleta da morena do short branco que faz todo eleitor mudar de partido.
Sou o incógnito cidadão que escuta o orador no palanque sob a penumbra da marquise da padaria mais próxima. Sou o decifrador de caracteres, das reações fisionômicas do homem do povo. Pastoreio as estrelas sobre a multidão sôfrega em desvarios pela hegemonia dos seus eleitos. A paz cósmica de ser livre e isento me apascenta.
Nessa eleição ainda quero o flerte da mulher jovem. A força misteriosa do encanto das meninas de branco, namoradas. Sem interagir música, política e paquera não há palanque, nem povo, nem discurso. Sou o eleitor do showmício, dos acordes do Wesley Safadão, Aviões do Forró, Mastruz com Leite, porque a música veste o voto do candidato.
Não há necessidade de se esmerar, hoje em dia, na palavra rebuscada, na oratória responsável e flamejante. Tudo é fátuo, fútil e fácil. Quero conhecer as preferências de todos como se fosse o pároco da Igreja onde se confessam. O anônimo e o descomprometido vêem e escutam melhor do que os marqueteiros. Acompanho o cortejo, me integro e me divirto no calendário das passeatas, dos comícios para ver a juventude, a garota magra e bonita que agita a bandeira dos presidenciáveis nas esquinas das avenidas por dez reais ao dia e que expressam, em si, o melhor discurso contra o desemprego.
Enfim, nessa eleição, busco a claridade do sentimento popular, que não provém mais do palanque iluminado dos condôminos. No entanto, quero ser eleitor encachaçado, alegre, ritmado, até porque campanha eleitoral é festa e se não tiver mulher não tem graça. Depois disso, só o grito de guerra: “Saber votar e dizer abaixo a corrupção!”
Eu digo isso porque é o que fica e se transfunde na condição humana de optar, escolher e votar no candidato. O político parece haver largado o sotaque do povo e dos seus costumes, que o “feiticeiro” Aluízio Alves sabia fazer com humor e ironia. Embora, entenda que o político, às vezes, é como o fogo (“se renova das cinzas”). Vemos hoje na propaganda novos vultos e ambientes difusos, mas também a sociedade viúva ainda de lideres verdadeiros. As lideranças viraram sublegendas.

(*) Escritor.

VANÁ FESTEJA TRI DO ABC

Goleiro do Futebol Clube do Porto(Portugal), Vaná  também faz parte do tricampeonato do ABC. E mandou seu recado:

DELEGADO ISENTA PARTICIPAÇÃO DE DONO DE CARRO EM MORTE DE VEREADORA

O delegado Gutemberg Souza Filho, titular da delegacia de Ubá (MG), descartou a participação do proprietário do veículo suspeito encontrado no município, nesse domingo (18), no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes. O carro, da marca Renault, modelo Logan, é semelhante a um dos veículos usados na emboscada e foi localizado graças a uma denúncia anônima.

O proprietário foi interrogado pela polícia e, segundo o delegado, não há elementos que o liguem, em princípio, à morte de Marielle e Anderson. “Ele negou. Não temos elementos para comprovar a participação dele”, disse Gutemberg.

Segundo o delegado, o carro foi periciado, mas não houve indícios de sua utilização no crime. Mesmo assim, o veículo, que tem placa do Rio de Janeiro, continuará apreendido, para aprofundar a investigação.

Imagens de câmeras de segurança mostram que, além de um automóvel Renault Logan, outro, da marca GM, modelo Cobalt, também participou da perseguição que terminou na morte de Marielle e Anderson, no bairro do Estácio, na noite do dia 14.

DESEMBARGADORA AFIRMA QUE VEREADORA MORTA ESTAVA “ENGAJADA COM BANDIDOS”

Folha de São Paulo:

A desembargadora Marilia Castro Neves, do Rio de Janeiro, escreveu nesta sexta (16) no Facebook que a vereadora Marielle Franco (PSOL), assassinada nesta semana, “estava engajada com bandidos”.

Afirmou ainda que o “comportamento” dela, “ditado por seu engajamento político”, foi determinante para a morte. E que há uma tentativa da esquerda de “agregar valor a um cadáver tão comum quanto qualquer outro”.

A magistrada fazia um comentário abaixo de um texto postado pelo advogado Paulo Nader na rede social em que afirmava entender a comoção gerada pela morte de uma “lutadora dos direitos humanos e líder de uma população sofrida”.

A desembargadora então postou o seguinte texto: “A questão é que a tal Marielle não era apenas uma ‘lutadora’, ela estava engajada com bandidos! Foi eleita pelo Comando Vermelho e descumpriu ‘compromissos’ assumidos com seus apoiadores. Ela, mais do que qualquer outra pessoa ‘longe da favela’ sabe como são cobradas as dívidas pelos grupos entre os quais ela transacionava.”

E seguiu: “Até nós sabemos disso. A verdade é que jamais saberemos ao certo o que determinou a morte da vereadora mas temos certeza de que seu comportamento, ditado por seu engajamento político, foi determinante para seu trágico fim. Qualquer outra coisa diversa é mimimi da esquerda tentando agregar valor a um cadáver tão comum quanto qualquer outro”.

Um grupo de advogados que leu o texto começou a fazer campanha nas redes para que Marilia Castro Neves seja denunciada ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça) por ter “ironizado” a morte de Marielle.

A desembargadora afirmou à coluna que apenas deu a sua opinião como “cidadã” na página de um colega já que não atua na área criminal.

Ela afirma ainda que nem sequer tinha ouvido falar de Marielle até a notícia da morte. “Eu postei as informações que li no texto de uma amiga”, afirma.

“A minha questão não é pessoal. Eu só estava me opondo à politização da morte dela. Outro dia uma médica morreu na Linha Amarela e não houve essa comoção. E ela também lutava, trabalhava, salvava vidas”, afirma.

E QUANDO MORRE UM POLICIAL?

MAIS DE 200 FAMÍLIAS DEIXAM BARRACAS POR APARTAMENTOS ENTREGUES PELA PREFEITURA

A Prefeitura do Natal montou uma estrutura para fazer a mudança de 224 famílias que vão morar no condomínio Village de Prata, bairro Planalto, zona Oeste da cidade, no próximo sábado (17). São pelo menos seis secretarias envolvidas diretamente, para garantir o transporte de móveis e pessoas, além de disponibilidade de ambulância e limpeza das áreas dos assentamentos. A ação está prevista para iniciar às 7h do sábado.

Todas essas 224 famílias são as que moravam nos assentamentos 8 de Março, Favelas do Fio, Alemão e Estação de Tratamento, selecionadas pela Secretaria Municipal de Habitação, Regularização Fundiária e Projetos Estruturantes, que está à frente da mudança desses novos moradores.

Na logística, serão utilizados cinco ônibus ao todo para o transporte dos moradores (dois da Secretaria Municipal de Educação, dois da Urbana e um da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos); oito caminhões para transportar os móveis (seis da Urbana e dois da Secretaria de Educação); e duas Sprinter da Defesa Civil para a transferência de idosos, crianças de colo e pessoas com necessidades especiais, além de uma ambulância da Secretaria Municipal de Saúde, que ficará de prontidão no condomínio Village de Prata.

Já no domingo, havendo todo o deslocamento dos moradores dos assentamentos para o condomínio, será feita a limpeza dessas áreas e recolhimento de entulhos feitos por equipes da Urbana.

Ao todo, segundo o secretário Municipal de Habitação, Carlson Gomes, serão 100 servidores municipais envolvidos na ação neste fim semana, dando apoio às pessoas que chegam às suas novas moradias. A partir deste sábado também fica liberada a mudança, por conta própria, das 224 famílias que foram sorteadas dentro do Programa Minha Casa Minha Vida, com prestações mensais do imóvel que variam de R$ 80,00 a R$ 270,00, dependendo da renda familiar.

Village de Prata

Os 448 apartamentos do Condomínio Village de Prata, em 28 prédios dos empreendimentos Mestre Lucarino e Júlio Lira foram entregues no último sábado, 10, às famílias contempladas, pelo prefeito de Natal Carlos Eduardo, com a presença do ministro das Cidades, Alexandre Baldy. Metade dessas famílias vem de áreas de assentamentos urbanos em Natal, como o 8 de Março, que em outubro do ano passado passou por incêndio, deixando as famílias abrigadas no Caic de Cidade Satélite e na Escola Municipal Otto de Brito Guerra, também na Zona Oeste da cidade.

 

13o SALÁRIO A PRESTAÇÃO E O SORRISO DO GOVERNADOR

O 13o salário dos servidores estaduais referente a 2017 será pago em  30 de março.

Até quem ganha 2 mil.

Ao  restante, o dinheiro  é uma série de terror que nem a Netflix é capaz de criar.

Ninguém sabe.

Incrível é que o governador tem sido risonho nas entrevistas.

Não deve ter nome sujo no comércio, dívidas com bancos e agiotas, familiares sendo postos para fora de escolas. Ter carros tomados, parentes despejados de casa por atraso de aluguel.

Deve, quem sabe, ter lido, entre um Fantástico e outro,  o Sorriso do Lagarto, clássico do saudoso João Ubaldo Ribeiro.

 

TRIBUNAL DE CONTAS DÁ 60 DIAS PARA GOVERNO TOMAR MEDIDAS NA SEGURANÇA

O Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN) fixou prazo de 60 dias para que a Secretaria Estadual de Segurança Pública e a Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania elaborem um plano de ação para adotar as medidas apontadas por auditoria operacional produzida pelo corpo técnico da Corte de Contas.

Trata-se de auditoria realizada em parceria com o Tribunal de Contas da União e que trouxe 4 determinações e 3 recomendações. Segundo o voto da conselheira Maria Adélia Sales (Processo 6938/2017), acatado pelos demais membros do Pleno, foram identificadas falhas na fase prévia à formalização de convênios, gerenciamento e fiscalização, acompanhamento de resultados, entre outros.

Entre as determinações aprovadas, estão “estruturar o setor de convênios e licitações promovendo, quando possível, adequações na lotação dos servidores”; “avaliar a possibilidade de elaborar, em conjunto com a Secretaria de Estado da Administração, proposta para estruturação do quadro de pessoal da Sejuc e da Sesed com servidores da área administrativa, mediante a realização de concursos públicos”, entre outras.

Há recomendações para “instituir unidade para gerenciamento de projetos, no âmbito da Sesed e da Sejuc, com vistas à produção de projetos, planos de trabalho e termos de referência tecnicamente consistentes” e “realizar articulações governamentais horizontais ou a expansão e o aperfeiçoamento das articulações já existentes, junto a outros governos estaduais e seus órgãos de segurança”.

A auditoria operacional foi realizada pelo Tribunal de Contas do Estado, em conjunto com o Tribunal de Contas da União, com o objetivo de avaliar a gestão dos convênios e contratos de repasse na área de segurança pública firmados entre a União e o Estado do Rio Grande do Norte e identificar as principais causas que dificultam a formulação de projetos e a execução dos convênios na citada área de segurança.

VIDA DE POLÍCIA: “O FALSO PF”

Lenarte Azevedo*

Era uma Semana Santa, estava patrulhando a Zona Rural do Município de Extremoz quando chegou pelo rádio a informação que, em um determinado distrito, havia um som em alto volume que perturbava os moradores.

De pronto, me desloquei com as demais equipes e lá constatei que havia uma festa com várias pessoas e um equipamento sonoro estrondoso. Enquanto revistávamos os populares, um cidadão vem até próximo de nós, abre e fecha uma carteira com um brasão metálico e diz “Polícia Federal”, pega um dos homens que aguardava para ser revistado pelo braço e o retira do local.

Resumindo, abordei o sujeito que não era policial coisa nenhuma. Estava portando uma pistola e a carteira era de detetive particular, contudo possuía o porte da referida arma.

Dei-lhe voz de prisão pela contravenção de fingir ser funcionário público e o conduzi para lavratura do devido procedimento. Tentou me coagir afirmando conhecer diversas autoridades, o que não surtiu nenhum efeito.

Poucos dias após o fato, vejo a publicação da instauração de três sindicâncias com vistas a apurar o acontecido em razão de denúncias feitas pelo preso, uma pelo Comando Geral, outra pelo Comando de Policiamento do Interior, por fim, uma pela Corregedoria, em virtude da tripliciade, restou apenas o processo instaurado pela última.

No dia da audiência do suposto “ofendido” houve uma manifestação no local, várias pessoas com placas e faixas pediam minha punição e a retratação do abuso, chegaram inclusive a parar o trânsito em frente ao local.

Isso mesmo, o cara é preso se fingindo ser policial, interferindo no trabalho dos outros e ainda se acha ofendido.

*Lenarte Azevedo é capitão da PM/RN