MOTOQUEIRO FANTASMA É O JUSTICEIRO DE NATAL

Em terra onde polícia é humilhada pelo Governo, surgem lendas criadas pelo imaginário e a lacuna da falta de poder estabelecido.

O motoqueiro fantasma, que tem aparecido sempre para salvar vítimas de crimes matando o bandido na hora, mandou para o cemitério um ladrão invasor de casa na Zona Sul da capital.

O motoqueiro agiu outras vezes, chegando de surpresa e, de forma implacável, fulminando os malfeitores, ao melhor estilo do Justiceiro da série da Netflix.

Ele é um? Existem dois? Três? O fato é que ele faz um tipo, um personagem, que se multiplica na desordem urbana sangrenta.

Cuidado, bandidagem, o Motoqueiro Fantasma vem aí…

GOVERNO DO ESTADO REDUZ ORÇAMENTO DA PM EM R$ 46 MILHÕES

A Polícia Militar é o patinho feio do atual governo.

O poder, definitivamente, não gosta da PM.

Depois do relatório do Tribunal de Contas que apontou gastos de recursos estaduais oito vezes maiores em propaganda que em segurança em 2016, para o ano que vem, foram destinados R$ 637,501 milhões para a PM, ou 46 milhões 126 reais a menos.

A  queda representa 6,74% do Orçamento em relação ao ano passado.

A PM só serve para o governo quando manifestantes cobrando salário atrasado  invadem o gabinete.

MANTIDO LIMITE PARA DOAÇÃO EM CAMPANHA ELEITORAL

O Congresso rejeitou, nesta quarta-feira (13), o veto 32/2017, imposto pelo presidente da República ao Projeto de Lei da Câmara 110/2017. Com isso, é restaurado o limite de doação para as campanhas e não há mais a possibilidade de doação do próprio candidato até o teto estabelecido para cada cargo, prevalecendo o limite de 10% de seus rendimentos como pessoa física. A matéria vai à promulgação.

Também é retirado do texto legal o teto de gastos de campanha equivalente a 70% do maior gasto declarado na eleição passada para cada cargo em disputa.

— O candidato que pode se autofinanciar também vai obedecer a limites, tornando a campanha mais democrática — comemorou a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).

O veto imposto por Temer ao dispositivo do PLC 110/2017 mantinha o que determina a Lei 9.504/1997 (Lei das Eleições) sobre o autofinanciamento de campanhas, ou seja, candidato que tivesse recursos suficientes para bancar o custo total de sua campanha poderia fazê-lo, obedecendo apenas ao limite de gastos estipulado para cada cargo em disputa.

Com a derrubada do veto, volta a valer o proposto na minirreforma eleitoral, que revogou o artigo da legislação atual que permite ao candidato autofinanciar até 100% de sua campanha. Sendo assim, fica valendo a regra geral para doação de pessoa física, que prevê limite de 10% dos rendimentos brutos, desde que não ultrapasse dez salários mínimos.

Discursos inflamados da maioria dos líderes partidários afirmavam que a derrubada do veto – classificado com “emenda João Dória de financiamento de campanha” em várias manifestações — garantiria eleições mais justas.

— Temos que derrubar esse veto, para garantir eleições limpas e para garantir o direito universal a qualquer cidadão se candidatar, mesmo sem ter grandes fortunas para financiar sua campanha — afirmou o deputado Jorge Solla (PT-BA).

O deputado Ivan Valente (Psol-SP) lembrou que o Parlamento estabeleceu um teto de gastos com a minirreforma eleitoral, inclusive para o próprio candidato, e que isso foi uma vitória para reduzir custos de campanha e campanhas milionárias.

— O governo nunca poderia ter vetado essa questão, essa emenda tem nome, é emenda dos ricos, é a emenda Dória — criticou.

Um dos poucos a defender a manutenção do veto foi o deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA). Para ele, há riscos de aumentar a destinação de dinheiro não contabilizado para as campanhas.

— Impedir que a pessoa faça doação lícita para sua própria campanha, em um momento em que se proibiu doação de empresas, é empurrar todo mundo para o uso do caixa dois — alertou.

Reabertura

Logo que atingiu o quórum necessário para a votação, com 259 votantes, o deputado Fabio Ramalho (PMDB-MG), que coordenava os trabalhos da Mesa, decidiu encerrá-la. A apuração mostrou haver 254 favoráveis a derrubada do veto, com apenas 5 que queriam mantê-lo.

Vários deputados protestaram por Ramalho, mesmo com a orientação maciça das lideranças pela derrubada do veto, não ter dado tempo para que a votação chegasse aos 257 necessários. Com isso, ele reabriu o painel e a votação foi repetida. A ação foi endossada posteriormente pelo senador Eunício Oliveira, quando reassumiu a direção da Mesa.

Na segunda votação, 302 deputados votaram pela derrubada do veto e 12, pela manutenção. Entre os senadores, 43 aprovaram a derrubada do veto e 6 quiseram mantê-lo.

DESEMBARGADOR CLÁUDIO SANTOS DESAUTORIZA DIVULGAÇÃO ANÔNIMA DE SEU NOME

O desembargador Cláudio Santos, citado como pré-candidato a governador divulgou nota curta em que desautoriza qualquer veiculação de publicidade com seu nome e imagem nas redes sociais ou qualquer outro meio de comunicação:

“NOTA PÚBLICA . A respeito de banner ou qualquer outra forma de divulgação de meu nome , não autorizo nem permito essa manifestação” Cláudio Santos.

PARECER DE TOMBA FARIAS GARANTE PAGAMENTO DE PRODUTIVIDADE A SERVIDORES DA SAÚDE

Graças a parecer favorável do deputado estadual Tomba Farias (PSB), a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte vai aprovar o projeto de Lei que restabelece a gratificação de produtividade nos contra-cheques de ocupantes de cargos comissionados da Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte, benefício que foi anteriormente subtraído por ocasião da aprovação da Lei 10.203, que garantiu o aumento da remuneração dos detentores de cargos em comissão da administração direta, autarquia e fundações .

De acordo com o parecer aprovado por Tomba Farias, a reimplantação da gratificação nos contra cheques dos servidores da saúde será retroativa ao dia 1 de agosto.

Com a aprovação da lei que garantiu o aumento da remuneração dos cargos comissionados em geral, o governo tirou a produtividade dos funcionários da Saúde. “O governo deu o aumento com uma mão e tirou a produtividade com a outra. Teve servidor que ganhou aumento de R$ 1.000,00 e perdeu R$ 1.300,00 de gratificação; ou seja, teve um decréscimo do salário”, explicou.

O parlamentar destacou ainda que o seu parecer foi favorável ao retorno do pagamento da produtividade, já que o benefício é pago com verba do governo federal e em nada vai afetar as finanças do Estado. “Além disso, trata-se de uma questão de justiça, pois são esses comissionados que mais trabalham e produzem”, finalizou.

13 DE DEZEMBRO, DATA HISTÓRICA PARA O ABC

Em 1978, tudo desenhado para o bicampeonato estadual do América, da dupla de artilheiros Marinho Apolônio e Aloísio Guerreiro.

O ABC reformulava o time, dispensado 12 veteranos após fracassar no Campeonato Nacional.

Mantinha apenas o craque Danilo Menezes com a camisa 10, o goleiro Hélio Show, o volante Baltazar e o meia e ponta Noé Macunaíma de referências.

Surgia uma geração guerreira no alvinegro: Joel, Arié, Gelson, Tinho, Berg, William e um jovem e brilhante goleador trazido do Náutico: Jonas.

Comandado pelo técnico Waldemar Carabina, ex-zagueiro da primeira Academia do Palmeiras nos anos 1960, o ABC surpreendeu ganhando os dois primeiros turnos. O América levou o terceiro.

No dia 13 de dezembro de 1978, jogando pelo empate, desfalcado dos contundidos Jonas e Berg, que apanhavam até arrear.

O ABC tomou 1×0, golaço de Marinho Apolônio. Imaginou-se a tremedeira dos meninos. Baltazar e Danilo Menezes seguraram o meio-campo e Tinho empatou driblando Argeu. O goleiro Hélio Show, com defesas assombrosas, garantiu um título que a Frasqueira jamais imaginava, prova de que o futebol é feito de bola e sobrenatural.

Ficha Técnica:

Gols: Tinho (43/1o) para o ABC; Marinho Apolônio (32/1o) para o América Árbitro: Arnaldo César Coelho (RJ)
Renda: Cr$ 462.870,00
Público: 18.442
Local: Estádio Castelão (depois Machadão)
ABC: Hélio Show; Vuca, Domício, Cláudio Oliveira e Noronha; Baltazar, Danilo Menezes e Noé Macunaíma ; Tinho, Paulo César (Júnior) e William (Arié). Técnico: Waldemar Carabina.
América: Zé Luiz; Ivan Silva; Ronaldo Alves, Argeu e Sérgio; Ubirani, Marinho Apolônio e Davi; Ronaldo Cruz, Aluísio e Gilmar (Dotto). Técnico: Paulo Mendes.

JUIZ MANDA BB LIBERAR IMAGEM DE SAIDINHA DE BANCO À POLÍCIA

O juiz Bruno Montenegro Ribeiro Dantas, em processo da 6ª Vara Cível de Natal, condenou o Banco do Brasil S/A a cumprir a obrigação de prestar atendimento, no prazo fixado, das requisições de órgãos da Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Norte, materializadas em ofícios requisitórios emanados dos Delegados de Polícia, fornecendo as imagens de câmeras de segurança interna relacionadas às investigações de infrações penais(saidinhas de banco) ocorridas em suas dependências ou em suas imediações, sem a verificação de necessidade, oportunidade e conveniência da diligência.

O não cumprimento à determinação judicial acarretará pena de multa diária à instituição bancária no valor de R$ 3 mil para o caso de descumprimento da decisão. Bruno Montenegro determinou ainda que, de agora em diante, o Banco do Brasil proceda com o armazenamento das gravações do seu circuito interno de segurança pelo período mínimo de 90 dias.

JOÃO MARIA ALVES E A SENSIBILIDADE FOTOGRÁFICA

João Maria Alves foi repórter fotográfico e fez dupla comigo na velha Tribuna do Norte dos anos 1980/90, onde sonhávamos e praticávamos o jornalismo correto, da dedicação sem hora pra acabar , das edições caprichosas e caprichadas.

Fomos companheiros em várias editorias e João Maria captava emoções por ser um sensível estabelecido. Leitor voraz, amante da literatura, da poesia, fazia bonito o diferente. Grandes reportagens na Editoria de Polícia, sem linguagem nem imagem de Boletim Oficial.

Neste sábado(16) e domingo (17), João Maria realiza oficina de fotojornalismo no Museu Câmara Cascudo, vizinho ao Aero Clube na Avenida Hermes da Fonseca, no Tirol, em frente ao Quartel do Comando do Exército.

Meninos ou nem tanto, João Maria tem o que ensinar, pois nunca se negou a aprender com os bons. E sabe muito.

ARTIGO IMPERDÍVEL DE VALÉRIO MESQUITA SOBRE MAU GOVERNO: A NUDEZ DA SOLIDÃO

 

Valério Mesquita*
Mesquita.valerio@gmail.com

 

NUDEZ DA SOLIDÃO

Valério Mesquita*
Mesquita.valerio@gmail.com

Existe uma doutrina defendida pelos monges trapistas do Tibet – até hoje não superada – de que ninguém administra sozinho. E um corrente mais ortodoxa complementa: não se ganha eleição sozinho. No Brasil, desde 1947, os pleitos majoritários e democráticos que elegeram Getúlio, Juscelino, Jânio, Fernando Henrique, Collor de Melo, Lula da Silva e Dilma Rousseff, resultaram de uma miscelânea de partidos. Todos governaram (?) com as facções que davam suporte político, não apenas no Congresso mas também nos aluguéis dos ministérios. Os novos tempos da Lava a Jato e seus registros criminais sepultaram as disputas ideológicas além das político-partidárias. Abriu-se uma fenda abissal na cabeça do povo que sepultou imenso contingente de seletos malfeitores. Posturas de governos de cama e mesa morrem todo dia vitimas da inexorabilidade do tempo e do fastio do povo.
Levantando-se voo do aerofágico campo de aviação de Brasília, aterrisso no aeroporto Aluízio Alves. Logo na pista de pouso pergunta-se: pode um governante administrar o Rio Grande do Norte sem o apoio popular e com o silêncio do poder legislativo? Nesse quadro de incertezas costura-se o longo caminho de alianças partidárias, políticas, lotéricas, familiares, sindéticas, assindéticas, históricas e histéricas. Fica evidenciado que governo não pode ser de um homem só. E que a política nesse verão é um mar de naufrágios fatais. Para o povo, o político continua sendo aquele indivíduo fraco e defeituoso. E não somente ele, mas todos os poderes institucionais. A máquina estatal tem que diminuir de tamanho e extirpar os privilégios. Vai ter que poupar mais ou tanto quanto a mulher de Patufas que era tão econômica em todas as coisas, que, mesmo fazendo amor, poupava o gemido.
A preocupação hoje é com a voz rouca das ruas para que não se torne amanhã uma bronquite pneumônica. É quando o verbo votar passar a ser intransitivo e irrefletido. Dir-se-á que os políticos abominam mudança eleitoral. O sufocamento da verdade e da transparência nessas transações eleitoreiras, eles consideram um charme e não uma feiura, uma paranoia, tal o corporativismo. No Rio Grande do Norte há um cheiro de pólvora no ar. As aparências não enganam. Vultos furtivos, à espreita, preparam escaramuças. Mãos anônimas tecem fios de discórdia. Há muita vaidade em jogo. A praça 07 de Setembro lança labaredas mais altas que as torres da telefonia celular lá nas dunas que serpenteiam Natal. A meu ver, a aliança da governabilidade está trincando. O compadrio do poder deixa escapar surdos gemidos e não nega, sequer, as flatulências. A temporada gastronômica que precede os abalos sísmicos da política estadual já começou. Querem almoçar bacurau ao molho pardo. E numa churrascaria um grupo de partisans pediram tucanos ao vinagrete.
O fato é que os observadores da cena política, mesmo sendo dezembro um período natalino, estão se surpreendendo sem razão. O ano da graça de 2018 está às portas. Aqui, hoje, sorrisos punhais escondem. Nessas incertezas, se outra for a leitura é porque tá todo mundo enrolando. E a sucessão governamental? Li numa coluna de estudos científicos que a seca no Rio Grande do Norte possui um estranho designo de engravidar os partidos políticos. As alianças repentinas sem uso de preservativo podem produzir efeitos deformadores. Estudiosos no assunto já classificam a promiscuidade política como transtorno de conduta. E se ocorrer inverno no inicio de 2018, a sua fúria pode romper adutoras e até velhos compromissos que não são eternos. Por enquanto, disse-me um prefeito, que “é melhor sofrer no poder do que longe dele”. Lembre-se o gestor público que o verdadeiro dono do mapa e da mina é o povo.
(*) Escritor.

 

CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA MUDA CRITÉRIOS SOBRE MORTE CEREBRAL

O Conselho Federal de Medicina (CFM) determinou que pacientes com suspeita de morte encefálica deverão ser observados e tratados por no mínimo seis horas antes do início do protocolo que confirmava ou não a falta de atividade cerebral.

 

Antes, o protocolo para determinar a ausência de atividade no cérebro era iniciado imediatamente. Agora, pacientes obrigatoriamente devem ser tratados por no mínimo seis horas a partir da suspeita e, só aí, os exames de confirmação podem ser feitos.
Somados os períodos, a determinação da morte cerebral só poderá ocorrer após sete horas (seis horas de observação + uma hora de exames).

A suspeita da morte cerebral começa quando o médico observa alguns sinais. São eles:

* Coma não perceptivo (coma profundo);
* Falta de reatividade supraespinhal (ausência de reflexos motores);
* Apneia (ausência de respiração) persistente;
* Presença de lesão encefálica de origem conhecida e irreversível;
* Temperatura corporal acima de 35 °C.

Resumo das novas regras:

Como era: O médico suspeitava de morte cerebral e poderia começar imediatamente o protocolo de confirmação.

Como fica: Após a suspeita, o paciente deve ter acesso a todos os tratamentos possíveis por no mínimo seis horas. Passado esse período, o processo de confirmação pode ser iniciado.
Nos últimos 20 anos, houve mais de 100 mil diagnósticos de morte encefálica no país.

Nenhuma delas, de acordo com o CFM, foi contestada.

As novas normas devem ser publicadas em até 72 horas no Diário Oficial da União e alteram as regras atuais, vigentes desde 1997.

De acordo com o relator da nova resolução, Hideraldo Cabeça, essas mudanças dão maior segurança ao procedimento. Além de neurologistas, também estarão habilitados a diagnosticar morte encefálica intensivistas, intensivistas pediátricos, neurocirurgiões e médicos de emergência. Familiares também poderão indicar um profissional de confiança.